Quando ao meio-dia se descerrou o busto de Tito de Morais na confluência da Rua das Amoreiras com a Dom João V, ao Largo do Rato, os cidadãos de Lisboa passaram a ter mais memória para a necessidade de nunca cruzarem os braços perante as adversidades e o fatalismo.
Por outras palavras igualmente sentidas foi isto que António Costa quis dizer.
Antecedido por Manuel Alegre que num forte discurso descreveu Tito de Morais como um Homem de símbolos e simbologias, um Homem de princípios de que nunca abdicou em toda a sua vida, mesmo quando foi confrontado com o pior e mais brutal que o regime do Estado Novo tinha para oferecer a quem dele discordava.
Já antes Manuel Tito de Morais, filho do homenageado, tinha feito a demonstração da têmpera de seu pai ao relatar a vida de exílio em que o acompanhou.
O escultor Francisco Simões que iniciou as alocuções com um discurso onde frisou o carácter de combatente de Tito de Morais e a resistência que Tito sempre fez às derivas da Declaração de Princípios do PS, fez questão em frisar o orgulho que sentia por ter deixado o seu cunho na arte pública que fica de atalaia ao muro da Sede Nacional Do Partido Socialista.
Presentes, para além do Presidente do Partido Socialista, Almeida Santos e de André Figueiredo em representação do Secretário-geral, muitos vereadores da CML, diversas entidades e individualidades, entre as quais diversos Capitães de Abril, outros dirigentes, deputados e militantes do Partido Socialista, Maria Emília Tito de Morais, outros familiares e amigos de Tito de Morais e muitos cidadãos de Lisboa que não quiseram deixar de se associar a esta homenagem.
© CCTM (123)







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