(Marília Villaverde Cabral) Antes de conhecer o Eng. Tito de Morais, conheci os seus pais, D. Carolina e o Sr. Almirante, na sua casa na Av. Defensores de Chaves nº. 27. Assisti aos preparativos da sua chegada de Luanda, sob prisão, e recordo ainda hoje a sensação que tive quando o vi, pela primeira vez, com o seu ar terno, mas ao mesmo tempo distante, que me parecia ser como o dos príncipes. Estivemos várias vezes juntos, nesses tempos tão duros, mas ao mesmo tempo tão solidários… Lembro-me dos dias de Verão passados na Ericeira com as suas filhas Luísa e Teresa, dos belos pequenos almoços de ovos mexidos e chocolate quente, que ele próprio preparava. Lembro-me do dia em que a Luísa fez 18 anos e da sua satisfação em lhe proporcionar uma Festa que, para nós, foi o que se diz agora 'o máximo'. Mais tarde, voltei a estar com ele, em Paris, em casa do seu amigo Câmara Pires, rodeado de dirigentes do MPLA, fugidos das cadeias da PIDE, em Angola. Depois, ele partiu pa...