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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2009

Resistência

Fichas da PIDE de Manuel Tito de Morais Fonte: Espólio de Manuel Tito de Morais - Fotobiografia em construção © CCTM (48)

Memória não-virtual

O Leonel Vicente terminou, no repositório do Memória Virtual , mais uma das suas resenhas anuais das actividades da blogosfera portuguesa com um apontamento onde homenageia Jorge Ferreira . O Leonel Vicente é o blogger português que mais atenção dedica, há anos, a esta actividade e nunca é demais referi-lo como um dos elementos desta comunidade (ou destas comunidades, como quiserem) que deixa ficar registo para que um dia se tenha consciência do que representou e como se desenvolveu a forma mais democrática de comunicar nos finais do Século XX e inícios do Século XXI em Portugal. Diz-nos o Leonel que em 2009 só levou esta aventura para a frente por sentir que era uma acção feita em memória de Jorge Ferreira . E agora escreve o Leonel: A 17, numa justa homenagem, decorrendo de mais uma iniciativa de Luís Novaes Tito (autor de “A Barbearia do Senhor Luís”), tendo «por objecto divulgar todas as acções relacionadas com as comemorações bem como outras matérias, imagens e informa...

Um homem frontal

(António Campos) Conheci Tito de Morais, em Paris, era eu ainda jovem, numa situação que não mais esquecerei. No começo dos anos 70, o António Macedo, o Zenha e eu fomos ter com o Mário Soares, então no exílio. Ao chegar a Paris, de comboio, dado que o Zenha e o Macedo seguiam por precaução, em aviões diferentes, o Mário Soares disse-me que tínhamos de ir ao encontro do Tito de Morais porque ele tinha chegado de Itália, onde vivia, e entrar clandestinamente em França, País de onde tinha sido expulso. Ir conhecer pessoalmente um homem do qual já tinha ouvido falar muitas vezes e que por razões políticas tivera de fugir do seu País e ser expulso de outro, o qual eu tinha como o berço da liberdade, excitava-me a curiosidade. Adorei conversar com ele e não mais esquecerei a sua imagem quando me acompanhou até à estação de Paris para o meu regresso a Portugal. Ainda hoje retenho com precisão e alguma emoção, o olhar fixo, o gesto calmo e aquele sorriso simpático do Tito agarrado ...

Objectivos da Comissão Executiva

A Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais tem por objectivo promover, em Junho de 2010, na semana de 28 - dia em que Manuel Alfredo Tito de Morais faria cem anos - um conjunto de acções que convoquem a memória para os princípios de um dos homens que, no Século XX, foi um dos maiores impulsionadores do regresso de Portugal à democracia europeia e um dos lutadores para que todos os cidadãos tivessem as mesmas oportunidades e pudessem expressar-se e agir em liberdade. De entre todas as acções que estão elencadas no programa destacam-se as seguintes: - Constituição de uma Comissão de Honra; - Sessão Solene na Assembleia da República (AR); - Edição de uma brochura biográfica (AR); - Emissão de um inteiro-postal comemorativo (AR/CTT); - Sessão evocativa no Grande Oriente Lusitano (GOL); - Sessão evocativa na Fundação Mário Soares (FMS); - Exposição sobre a vida de Manuel Alfredo Tito de Morais no Museu da República e Resistência; - Edição de u...

Memória (1)

No passado dia 14 de Dezembro, 10º aniversário da morte de Tito de Morais, reuniram-se no cemitério da Guia, em Cascais, um grupo de familiares, amigos e outras entidades para evocarem o fundador do PS. O Partido Socialista fez-se representar pelo seu Presidente, António Almeida Santos , que proferiu uma curta intervenção na sequência da evocação feita pelo neto do homenageado, Manuel Tito de Morais Oliveira . Manuel Alegre e Pezarat Correia fizeram os elogios finais. © CCTM (44)

Nota biográfica

Em Abril de 1991, Maria José Gama entrevistou Manuel Tito de Morais para fazer o registo da sua nota biográfica, a mais completa até hoje conhecida. Este trabalho já foi publicado no Acção Socialista por duas vezes, em 9 de Maio de 1991 e em 6 de Janeiro de 2000 , e no número especial do Portugal Socialista editado em Outubro de 1996 , por ocasião da Homenagem Nacional que lhe foi prestada em vida. Trata-se de um documento único que nos revela muito do percurso de um dos principais obreiros da criação do Partido Socialista. É uma peça fundamental para o conhecimento de uma personagem essencial do processo democrático português no Século XX. © CCTM (43)

Um dos últimos cavaleiros da Utopia

(António Arnaut) O Tito é um dos últimos cavaleiros da Utopia. Nascido com a República e educado no culto dos seus valores essenciais – Liberdade, Igualdade, Fraternidade – manteve pela vida fora a mesma firme e serena postura de quem acredita no futuro e sabe, por isso mesmo, que o socialismo é uma conquista permanente, um acto incessante de amor. Homem de convicções e de fidelidades assumidas, fez do Partido a principal motivação da sua vida. Nunca se bandeou com o adversário, nem cedeu aos ventos ditos dominantes. E foi, justamente, nos momentos mais difíceis, tanto antes como depois do 25 de Abril, que o Tito personalizou a esperança e nos revelou a sua fibra de lutador intemerato pela causa do socialismo democrático. É um exemplo de dedicação, de generosidade, de coerência. É um verdadeiro homem de esquerda. Dizem que em política não há memória nem gratidão. Esta homenagem vem provar o contrário. Há figuras que deram ao Partido o rosto e a alma que ainda hoje, apesar de t...

Augusto Tito de Morais

Deparei-me hoje com um blogue de homenagem a Manuel Tito de Morais , um dos fundadores do Partido Socialista, no 10.º aniversário da sua morte. Nele, Pedro Tito de Morais recorda, entre outros familiares, o seu tio Augusto Tito de Morais, também já falecido, professor catedrático do Instituto de Medicina Tropical, médico da Organização Mundial de Saúde que, nessa qualidade, viajou pelas sete partidas do mundo . A páginas tantas, escreve que ele “aos 20/30 anos foi trapezista e tinha muito orgulho nisso”. Pela minha parte, julgo de interesse acrescentar ao seu currículo desportivo a sua qualidade de dedicado praticante de pesos e halteres, como escrevi na dedicatória de um dos meus livros, publicado em 1972, “Os pesos e halteres, a função cardiopulmonar e o doutor Cooper”. Reza essa dedicatória : “Dedico este livro a Augusto Tito de Morais, grande entusiasta dos pesos e halteres, companheiro das lides desportivas, médico virado para os problemas da investigação, no Instituto de I...

É a hora!

(José Neves) (...) "E se estou a recordá-los é tão só para situar o clima favorável ao Governo de Salazar que existia na Europa anterior ao exílio dos Líderes da ASP. O primeiro a ser empurrado para o exílio foi Ramos da Costa , na sequência do seu envolvimento no golpe de Beja. Instalou-se em Paris, no ano de 1961, onde começou a desenvolver uma intensa actividade de publicista em jornais e revistas, participando em reuniões internacionais, denunciando a situação que se vivia em Portugal. Em 1966 foi a vez de Tito de Morais mudar-se para Roma, vindo da Argélia, depois de ter passado pelo Brasil onde foi parar após ter sido expulso de Angola. E por todos estes países Tito de Morais fundou movimentos de luta contra o regime fascista. Esta mudança de Tito Morais para Roma foi uma decisão política para representar a ASP em Itália com o apoio do Partido Socialista Italiano. E foi aqui que Tito de Morais começou também a desenvolver contactos internacionais que se revelaram de...

Exílio italiano

(Gabriel Brustoloni) Por ocasião do 10° aniversário do falecimento de Tito de Morais, antigo militante e cofundador do PS como também Presidente da Assembleia da República, tenho o prazer de remeter a esta Comissão as anexas fotos que remontam à Primavera do ano de 1970. As fotos em questão foram tiradas no extremo norte da província de Viterbo, quando do exílio italiano do destacado anti-salazarista português, com quem privei, já em sua residência romana de Via Catania, momentos de agradável convívio, acompanhados de interessantes trocas de impressões sobre a situação portuguesa daquela época. Gabriel Brustoloni Roma, Itália (recebido por eMail em 2009.12.14) © CCTM (39)

Para o ano em Portugal!

(Jaime Mendes) A festa do fim do ano de 1973 reuniu em Lausanne: Mário Soares, Maria Barroso, Manuel Alfredo Tito de Morais, Maria Emília, além da família anfitriã Teresa, Jaime e os seus filhos Carlos e Rita. À época, Mário Soares e Tito de Morais eram dirigentes socialistas no exílio que tinham assinado, dias antes, provavelmente em Paris, um manifesto com a Direcção do PC, que apontava no caminho de uma unidade de esquerda tipo Frente Popular. O Partido Socialista Português já tinha sido constituído, em Abril desse ano, na cidade alemã de Bad Munstereifel. Como em todas as passagens de ano era obrigatório: a abertura da garrafa de espumante, as passas e o bolo. Os votos e os desejos tinham os olhos postos no regresso a Portugal e no derrube da Ditadura. As ilusões da "primavera Marcelista” tinham chegado ao fim. “Para o ano em Portugal”, voto repetido ao longo de tantos anos de exílio, tornou-se uma realidade. É hoje, com saudades, que relembro esse dia e muitos out...

Por cá, na conquista de direitos

Carga sobre o Congresso da Oposição Democrática Aveiro, 8 de Abril de 1973 © CCTM (37)

Lembranças

(Pedro Tito de Morais) Hoje, que passam 10 anos sobre o falecimento do meu Pai, alguns amigos e família estiveram no cemitério de Cascais a prestar-lhe homenagem, veio-me repetidamente à memória uma história passada em Roma. Eu estava a fazer os meus trabalhos de casa, estava na primária e tinha algumas dificuldades com os números, enganava-me sempre entre o " sessanta e o settanta " (60 e 70) isto na sala de jantar numa mesa de jogo que estava a uma ponta da sala, do outro lado, na mesa de jantar, estava o Mário Soares a escrever artigos para o “Portugal Socialista”. O meu Pai andava de uma mesa para a outra, tal qual um professor a ajudar e corrigir um e outro. Foram episódios como este que marcaram a minha vida e foi com os exemplos do meu Pai que me formei como homem. Recordo com muita saudade esses tempos, em que apesar da política e das dificuldades ele tinha sempre um momento para me ajudar, para estudar comigo, para conversar e me mostrar as realidades da vi...

1ª entrevista à RTP após regresso a Portugal

Manuel Alfredo Tito de Morais Autoria: Pinheiro de Santa Maria (1998) Galeria dos Presidentes da Assembleia da República Excerto da primeira entrevista dada à RTP após o regresso a Portugal 1974.04.30 © CCTM (35)

Romagem - Informação

No dia 14 de Dezembro , 2ª feira, cumprem-se dez anos da morte de Manuel Tito de Morais.  A família e a CCTM, com a colaboração do Partido Socialista, prestam-lhe uma homenagem às 13:00 horas , no Cemitério da Guia , em Cascais , junto ao jazigo onde se encontra. Pedimos a todos que compareçam e avisem outras pessoas. © CCTM (34)

Constitucionalismo e boa vizinhança

Manuel Tito de Morais, Presidente da Assembleia da República Mário Soares , Primeiro-Ministro Mota Pinto - Vice-Primeiro-Ministro Sessão solene com Felipe González (1983) © CCTM (33)

A ternura da solidariedade

(Marília Villaverde Cabral) Antes de conhecer o Eng. Tito de Morais, conheci os seus pais, D. Carolina e o Sr. Almirante, na sua casa na Av. Defensores de Chaves nº. 27. Assisti aos preparativos da sua chegada de Luanda, sob prisão, e recordo ainda hoje a sensação que tive quando o vi, pela primeira vez, com o seu ar terno, mas ao mesmo tempo distante, que me parecia ser como o dos príncipes. Estivemos várias vezes juntos, nesses tempos tão duros, mas ao mesmo tempo tão solidários… Lembro-me dos dias de Verão passados na Ericeira com as suas filhas Luísa e Teresa, dos belos pequenos almoços de ovos mexidos e chocolate quente, que ele próprio preparava. Lembro-me do dia em que a Luísa fez 18 anos e da sua satisfação em lhe proporcionar uma Festa que, para nós, foi o que se diz agora 'o máximo'. Mais tarde, voltei a estar com ele, em Paris, em casa do seu amigo Câmara Pires, rodeado de dirigentes do MPLA, fugidos das cadeias da PIDE, em Angola. Depois, ele partiu pa...

A falta que Raquel também faz na CCTM

Maria Raquel dos Reis Rodrigues (1936.08.08 - 2009.11.03) Falar de Raquel Reis é extremamente difícil, pois será utópico pensar retratá-la plenamente, em virtude do seu extenso e rico currículo. Muito empreendedora, objectiva e determinada, a investigação científica foi a sua grande paixão. Carreira que abraçou com brilhantismo. Possuidora de uma inteligência de elevado nível e de inúmeras capacidades, era uma pessoa especial e multi-facetada. Estudar era o seu maior prazer. No entanto soube, na perfeição, gerir o seu tempo, entre a docência, a política – como militante activa do PS –, a família e o convívio entre os amigos, que gostosamente cultivava. Órfã de mãe aos 15 anos, aprendeu com este rude golpe que, para vencer as agruras no advir dos seus dias, teria de ser forte. Sentimento que sempre a norteou. Jamais fraquejou perante as adversidades e dificuldades que, inevitavelmente, lhe surgiram ao longo da vida. Corajosa e conscientemente contornava as situações e lutava com...

Estórias [ III ] - Momentos de recordação, contra o esquecimento

(António Eloy) Foi em 1980 que conheci Tito de Morais. Fizemos a campanha da Frente Republicana e Socialista . Recordo que fazia parte de um grupo com o Mário Beja Santos também do PS e o António Fontes da ASDI , que só apareceu para um almocito, sendo que eu representava a UEDS . Pertencia ao grupo minoritário dessa curiosa organização, era membro da comissão política e embora por razões formais tivesse recusado ser candidato tinha participado na comissão do programa da FRS e empenhei-me activamente na campanha. Com Tito de Morais fiz porta a porta, estive nalgumas fábricas e participei em sessões de esclarecimento. Almocei e jantei algumas vezes com o grupo, a que se juntava de vez em quando algum militante socialista e sempre o motorista. Ficaram-me momentos que recordo. Na porta de uma fábrica assumira o meu lado esquerdo e distribuía os documentos com o Tito de Morais muito sisudo, pois não, com a ladainha “ Contra os contratos a prazo, vota FRS ”. Ao ...

Afectividade

Manuel e Maria Emília Tito de Morais Azulejo do portão da casa de Manuel Tito de Morais na Terrugem Este terreno não era murado © CCTM (29)

Estórias [ II ] - Fantástico

(Luís Novaes Tito) Naqueles idos de 1983, a conferência diária para marcação de agenda fazia-se a partir das oito da noite. Tito de Morais, Presidente da Assembleia da República, pedia à Marinela que lhe levasse dois cafés, um para ele e outro para mim que avançava com a pasta de despacho recheada com dezenas de pedidos de audiências, solicitações de presença em acções e eventos diplomáticos ou sociais. Na rotina, depois de preencher as horas da agenda com as actividades parlamentares de maior relevo, plenários, conferências de líderes, conselhos administrativos, etc. passava-se ao corpo diplomático e às restantes solicitações. Era uma parte do dia de trabalho que me dava especial gozo pelos comentários e apreciações quase sempre bem-humorados nas situações de maior originalidade e na distribuição dos encargos de representação pelos vice-presidentes, Fernando Amaral (PSD), José Luís Nunes (PS), Basílio Horta (CDS) e José Vitoriano (PCP). Naquele dia, o convite mais es...

Democracia

Manuel Alegre, Manuel Tito de Morais e Mário Soares © CCTM (27)

Obrigado, Manuel Tito de Morais

(Amândio Silva) Numa Lisboa entontecida pela liberdade conquistada, conheci o camarada Tito de Morais, na sede de S. Pedro de Alcântara. Logo nos primeiros dias de Abril, no princípio daquele Maio impregnado de um cheiro forte de cravos redentores. Apesar de chegado na primeira leva de exilados no Brasil, naquele 1º de Maio mágico e indescritível, apesar de já me saber amigo do seu filho João, mesmo assim, mediu-me, avaliador, cioso de gente boa para o Partido. Mais tarde visitei-o no seu apartamento do Arco do Cego, onde só se respira PS. A Maria Emília recordava-se do meu nome por uma mensagem que eu tinha enviado do Rio de Janeiro para Argel, nos idos de 61 ou 62. O primeiro laço, no exílio. Na sua casa, onde me recebeu tantas vezes, não me lembro de um só dia, de uma só noite, onde não puxasse conversa sobre o PS. O que mais me emociona na figura de Tito é essa extraordinária dedicação a uma causa, a da liberdade e do socialismo, só é possível de defender, na sua perspect...

Mário Soares

Parabéns, Mário Soares © CCTM (25)

Tenacidade, coerência e teimosia

(Alberto Arons de Carvalho) O Manuel Tito de Morais é a pessoa mais teimosa que conheço. Não se interprete mal este qualificativo. No essencial, a sua teimosia traduziu-se quase sempre numa vida de combate tenaz pelos ideais do socialismo e da liberdade. Sem cedências ou compromissos, mesmo aqueles que a generalidade dos dirigentes considerou razoáveis ou necessários. Conheci o Manuel Tito em 1971 ou 72, suponho que em Amesterdão. Na véspera de uma reunião da Acção Socialista Portuguesa, Mário Soares avisou-me do pedido de demissão de Tito de Morais de responsável pelo Portugal Socialista. A razão era simples: O Tito queixava-se de falta de colaboração dos militantes do interior do País no envio de artigos. Creio que não fui muito convicto na promessa de que tudo mudaria na participação do interior do jornal, mas depressa percebi que a última coisa que ele faria era demitir-se ou desistir. Creio que o Tito nunca se terá demitido de nada. Tenho a certeza de que não terão sido po...

Memória - anúncio

No próximo dia 14 de Dezembro passam 10 anos sobre a morte de Manuel Alfredo Tito de Morais . A CCTM está a promover uma acção que marcará a data com a evocação da memória, no cemitério de Cascais, junto ao jazigo onde será recordado o percurso de vida de Tito de Morais. A evocação, de que daremos notícia com mais pormenor neste Blog , terá lugar no dia 14 pelas 13:00 horas. © CCTM (23)

Liberdade

Chegada a Santa Apolónia, em 1974.04.27, de Ramos da Costa , Manuel Tito de Morais e Mário Soares Imagens: Santa Apolónia 27 de Abril de 1974 - Ramos da Costa, Tito de Morais, Magalhães Godinho, Mário Soares e Palma Inácio © CCTM (22)

Camarada Tito

(Manuel Alegre) Há nele uma nobreza e uma inteireza antigas. E dele se poderia dizer, como Sá de Miranda: “Homem de um só rosto e de um só parecer”. Homem que nunca quebrou nem torceu: nem na cadeia, nem no exílio, nem nas horas mais duras e amargas de uma vida cuja história se confunde em grande parte com a história da resistência anti-fascista e do combate pela instauração da Democracia em Portugal. Antes e depois do 25 de Abril. No MUNAF, no MUD, nas campanhas de Norton de Matos, e de Humberto Delgado, na luta clandestina e revolucionária, nos movimentos de unidade antifascista e nas múltiplas iniciativas que haveriam de conduzir, primeiro à Acção Socialista Portuguesa, depois ao partido Socialista. No interior, em Angola, no Brasil, em Argel, em Roma, Manuel Tito de Morais esteve sempre na primeira linha. Fundador, com Piteira Santos, da emissora de resistência, “A Voz da Liberdade”, fundador do “Portugal Socialista”, fundador, com Mário Soares e Ramos da Costa, do Partido Soci...

Histórico entre históricos

(António Guterres) Muitas vezes olhei demoradamente aquela fotografia. Tirada em 19 de Abril de 1973, em Bad Münstereiffel, no célebre Congresso da Fundação que marcou a transformação da Acção Socialista Portuguesa em Partido Socialista, a foto enquadra os heroicos fundadores. Entre eles, Manuel Tito de Morais histórico entre os históricos, alma e corpo da história do PS, um dos primeiros entre alguns dos primeiros. Manuel Tito de Morais sempre deu tudo pela liberdade, sempre deu tudo pela democracia, sempre deu tudo pelo PS. Para assim dar tudo por Portugal. Foi perseguido, preso, torturado, sofreu o exílio, o afastamento de familiares e amigos. Mas nunca desistiu de lutar pelos seus ideais de sempre. Nunca desistiu de ser livre, de ver os portugueses livres, de ver Portugal pleno de liberdade. Esteve na linha da frente do Movimento de Unidade Democrática, da Resistência Republicana e Socialista, nas candidaturas dos Generais Norton de Matos e Humberto Delgado, na Fren...

Na resistência

Grupo de Argel na passagem do ano de 1965 (1965.12.31) Da esquerda para a direita: à frente – Duartina Barbosa, Silva, Ema Silva, Manuel Alegre, Isabel Alegre, ?, ?, Banza (a menina), António Barbosa, Manuel Tito de Morais. no meio – ???, o último à direita é o Manuel (filho). atrás, em pé – Luís Bernardino, Mário Pádua, Luísa Tito de Morais, Pedro Ramos de Almeida, Nuno (o menino), João Ruela, Teresa Ruela, Ruela, Isabel Landeiro, Jorge Landeiro. Fonte: Espólio de Tito de Morais © CCTM (19)

Pensamentos e homenagens

(Pedro Tito de Morais) Neste primeiro post no Blog comemorativo do centenário do nascimento do meu Pai, quero deixar um pensamento para com o meu Avô, Tito Augusto de Morais , que não conheci pessoalmente, mas de quem o meu Pai falava muitas vezes, lamentando nunca lhe ter sido prestada a devida homenagem como figura da revolução de 1910 e como patriota que foi. ( nota do webmaster na revisão do Blog em 2022 ) (" Na madrugada do dia 04 de Outubro de 1910 uma parte da sua guarnição envolveu-se na insurreição republicana e deteve o comandante e a meio da manhã entrava a bordo o 2 ºTen. Tito de Morais que fora enviado pelo comité revolucionário de Marinha para comandar o navio ." Fonte: Arquivo histórico da Biblioteca Central da Marinha ) Relevo para a tomada do Cruzador São Rafael e para o apontar os canhões ao Palácio das Necessidades na revolução de 5 de Outubro. Igualmente para o seu papel como Ministro e Deputado e para o seu papel como Homem da Repúblic...