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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2010

Manuel Alfredo Tito de Morais

© CCTM (177)

Selagem do Blog

O todo é maior que a soma das partes. Max Wertheimer Com a conclusão dos trabalhos da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais sela-se também este Blog que fica como repositório de informação sobre Manuel Alfredo Tito de Morais . A informação nele contida é de utilização livre, pedindo-se unicamente a referência da fonte. ( https://cctm2026.blogspot.com/ ) Forte e fraternal abraço. Luís Novaes Tito © CCTM (176)

Audiência com o Presidente da República

Uma delegação da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais composta pela sua Presidente, Carolina Tito de Morais , pelo Coordenador Nacional, Luís Novaes Tito , e por José Neves foi recebida ontem, dia 28 de Julho, pelo Presidente da República a quem apresentou o relatório final das CCTM (publicado de seguida) e agradeceu a anuência de Cavaco Silva para ter presidido à Comissão de Honra das comemorações. Tratou-se de um encontro de grande cordialidade onde se realçou, nas palavras do Presidente, " a importância de não deixar na História lapsos de tempo e de relevo para memória futura ". Por parte da Comissão Executiva ficou a mensagem de que a homenagem nacional, promovida por iniciativa de um grupo de cidadãos, familiares e amigos de Tito de Morais , foi também um momento de evocação da ética e dos princípios que sempre deverão estar presentes no espírito de quem assume, em democracia, a condução política da Nação. A CE foi acolhida no Palácio...

Apresentação do relatório final ao Presidente da República

No dia 28 de Julho de 2010 uma delegação da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais composta por Carolina Tito de Morais (Presidente da CE), Luís Novaes Tito (coordenador da CE) e José Neves foi recebida pelo Presidente da República, que também foi o Presidente da Comissão de Honra das CCTM, a quem agradeceu e apresentou o relatório final da concretização das Comemorações. © CCTM (174)

Relatório final das CCTM

Relatório do Coordenador da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais Aprovado por unanimidade e aclamação 2010.07.14 Preâmbulo Com este relatório pretende-se fazer um resumo sucinto das actividades desenvolvidas por esta Comissão Executiva (CE) e deixar registo que encerre as suas actividades. Depois de aprovado na reunião da CE a realizar no dia 14 de Julho de 2010 deverá ser divulgado. Propõe-se que seja dado conhecimento deste relatório e do documento “Organização e Objectivos” da Comissão Executiva das CCTM ao Presidente da Comissão de Honra e aos principais intervenientes nas acções que foram implementadas. Enquadramento No segundo semestre de 2008, a filha mais velha de Manuel Alfredo Tito de Morais , Maria Carolina Tito de Morais Oliveira , começou a reunir familiares e amigos a quem transmitiu a ideia de promover, em 2010, uma homenagem nacional a seu pai por ocasião do centenário do seu nascimento e, nessa altura, constituir uma fundação ou asso...

Portugal Socialista - 2010.07.02

" Apesar de ele dizer que "não fui eu que fiz o Portugal Socialista", é na realidade a Tito de Morais que se deve "uma das principais armas de que nos servimos na luta contra o fascismo". E acrescenta: "É lícito, penso, perguntar se, sem o Portugal Socialista, o PS seria o que foi em 1 de Maio de 1974". É lícito e indubitável, a influência que o jornal exerceu como testemunho da existência da Acção Socialista Portuguesa e, a partir de 1973, do Partido Socialista." Marcelo Curto Extracto do depoimento publicado neste Blog O número especial comemorativo do Portugal Socialista dedicado a Manuel Tito de Morais que hoje se termina de publicar na Internet é a maior homenagem que o Partido Socialista lhe podia dedicar. Tito de Morais criou esta arma em Itália para a fazer disparar em Portugal e nos núcleos da ASP no exterior, como primeira chanfalhada ao regime ditatorial português. Com editorial do seu director, José Augusto de Carvalho ,...

Portugal Socialista - Edição Especial - Índice

Edição Especial do Portugal Socialista 2010.07.02 Índice da Edição Especial do Portugal Socialista 2010.07.02 Legado, inspiração e estímulo José Augusto de Carvalho Sempre em defesa dos valores republicanos e socialistas António de Almeida Santos Exemplo de empenho cívico José Sócrates Testemunho Mário Soares Guardião dos valores do socialismo democrático João Ferraz de Abreu Representou a alma do partido António Guterres Um socialista sem medo Eduardo Ferro Rodrigues Manuel Tito de Morais, o socialista Amândio Silva Combatividade inquebrantável e fidelidade à ética republicana Ana Gomes Reabilitar o projecto socialista António Arnaut Lembrar e seguir António Coimbra Martins Um inesquecível camarada António Costa Firmeza das convicções e coerência na acção António José Seguro A força das convicções no ideário socialista António Reis Militante da amizade Antunes Ferreira Figura cimeira da luta pela liberdade Duarte Cordeiro Um socialista de fortes convicções E...

Legado, inspiração e estímulo - Editorial

(José Augusto Carvalho) Logo que os recebi da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais, li detidamente, do primeiro ao último, os textos que dão corpo e alma à presente edição especial do “ Portugal Socialista ”. De seguida, reli os depoimentos – igualmente em homenagem a Tito de Morais – também aqui dados à estampa em Outubro de 1996 . Completei a minha incursão percorrendo um livro já de folhas amarelecidas que reproduz a colecção de todos os números do “Portugal Socialista”, publicados na clandestinidade. Tratou-se de um triplo itinerário – que vivamente recomendo aos mais jovens – de reencontro com a história, a memória, o património e os tesouros do nosso Partido Socialista. Tesouros de dedicação, tenacidade, sacrifício e entrega. E, simultaneamente, de coerência, fidelidade, fraternidade e humanismo. São homens e mulheres cuja grandeza faz jus a que figurem na história do Partido Socialista e na História maior de Portugal. Portugueses que tud...

Sempre em defesa dos valores republicanos e socialistas

(António Almeida Santos) O Eng.º Tito de Morais foi uma das minhas referências políticas. É-o ainda a sua memória. Conheci-o em Madrid, juntamente com Mário Soares, onde para os encontrar me desloquei, em pleno salazarismo. Mário Soares estava exilado em Paris, e Tito de Morais exilado em Itália. Eu advogava em Lourenço Marques, capital de Moçambique, e vinha com frequência a Lisboa, por motivos profissionais. Encontrava-me com o meu velho amigo Salgado Zenha, com Raul Rego, o Gustavo Soromenho, e os outros revolucionários do costume, que tinha conhecido por intermédio de Soares e Zenha. O tema do encontro de Madrid foi, como sempre, o problema do Ultramar e o derrube do ditador. Tito de Morais causou em mim uma forte impressão. O futuro viria a confirmá-la. Ele viria a editar e difundir o “Portugal Socialista” e, mais tarde, esteve entre os fundadores do Partido Socialista. Reencontrámo-nos na exaltação dos cravos, quando ele e Mário Soares regressaram, livres, a Portugal. Eu ...

Exemplo de empenho cívico

(José Sócrates) No centenário do seu nascimento, neste ano também centenário para a República, é tempo de reencontro evocativo com um republicano e socialista de têmpera como era Manuel Tito de Morais. E, por isso, quero deixar o meu testemunho sobre aquele que foi um dos principais obreiros do Partido Socialista. Um homem cujo empenho na causa socialista remonta a esses longínquos tempos em que ele, Mário Soares e Francisco Ramos da Costa fundaram a Acção Socialista Portuguesa, esse precioso embrião de um dos mais importantes pilares da nossa democracia, o Partido Socialista. Conheci-o como homem de fortes convicções, determinado, lutador e corajoso, que viu a sua vida, nesses tempos difíceis da ditadura, transformar-se num permanente roteiro de exilado em luta pela liberdade do seu País. A ele devemos muito do que representa o nosso PS, porque ele sempre esteve lá, onde se decidiam os difíceis caminhos da liberdade e da democracia. Caminhos que, primeiro, a ASP e, depois, o PS s...

Testemunho

(Mário Soares) Conheci o engenheiro Manuel Tito de Morais, no Movimento de Unidade Democrática (MUD), em 1945, no imediato fim da II Grande Guerra, na Europa. Filho de um dos chamados "almirantes da República", do mesmo nome – como Afonso Cerqueira, Cabeçadas e Sousa Dias – revolucionários do 5 de Outubro e amigo do meu Pai, só tinha razões para simpatizar com ele e nos tornarmos camaradas, apesar da diferença de idades que havia entre nós. Acresce que Manuel Alfredo Tito de Morais se revelou um activista antifascista sempre pronto a participar nas acções mais audaciosas, contra a ditadura, legais e para-legais, como então dizíamos. Era um tempo de euforia, dada a vitória das Democracias, na II Grande Guerra, e da União Soviética bem como da criação da ONU. Todos pensávamos, com lógica, que os pequenos e cruéis ditadores peninsulares – Salazar e Franco – não se aguentariam no poder, contra a corrente. Mas os interesses e os complexos caminhos da política, às vezes, desmen...

Guardião dos valores do socialismo democrático

(João Ferraz de Abreu) A personalidade e o nome de Tito de Morais aparecerão sempre no topo das primeiras páginas duma História do Partido Socialista e da História da luta contra a ditadura salazarista, do seu derrube e do renascimento da Democracia em Portugal. Ele fez parte, e com grande relevo, da plêiade de gigantes que tudo sacrificaram nessa luta: Vida familiar, carreiras profissionais e a sua própria liberdade. Preso, perseguido, exilado, Tito de Morais nunca quebrou. Pelo contrário, esta duradoura perseguição reforçaria o seu carácter e a sua persistência na luta pela vitória dos seus ideais, vitória que viria a surgir com o 25 de Abril. Mas a sua luta não parou aqui, era necessário assegurar que a Revolução não se desviaria duma desejada Democracia Progressista. E Tito de Morais em todas as intervenções públicas ou no interior do Partido jamais deixou de defender com vigor, intransigência e frontalidade, as suas profundas convicções. A este propósito, recordo encontros ...

Representou a alma do Partido

(António Guterres) Manuel Tito de Morais foi, indiscutivelmente, a pedra angular na construção do Partido Socialista em Portugal.  Mário Soares é sem dúvida a figura central do socialismo português na segunda metade do século XX. Mas a verdade é que, durante décadas, antes e depois da Acção Socialista Portuguesa (ASP), com o PS ainda na clandestinidade e mais tarde com o arranque da sua actividade em Portugal, Manuel Tito de Morais sempre representou a alma do Partido e sempre foi o esteiro organizativo principal que o fez sobreviver e afirmar-se, sobretudo nos momentos decisivos da clandestinidade. No Brasil, em Argel ou em Roma era sempre ele que mantinha “a máquina” em funcionamento e que garantia a edição do “Portugal Socialista”, um traço de união entre os seus membros. Mas Manuel Tito de Morais foi mais do que um pilar organizativo. Ele representou sempre a fidelidade aos valores do PS nos momentos de dúvida, quando os caminhos do futuro eram incertos. Tito de Morais e...

Um socialista sem medo

(Eduardo Ferro Rodrigues) Os Partidos Socialistas e Social-Democratas europeus atravessam uma crise séria visível por derrotas sucessivas em recentes eleições, pelas dificuldades que apresentam os que governam, por uma certa desorientação das suas bases sociais e eleitorais. Isto acontece cerca de dois anos depois da explosão da crise financeira, que na actual fase se manifesta pela crise do Euro e dos financiamentos aos países expostos às dívidas públicas e privadas externas. Assim, uma crise global que não teve na origem excessos de despesa pública ou de défices, mas o aventureiríssimo e ganância irresponsáveis do capital financeiro privado, uma crise que não teve base na Europa, mas sim do outro lado do Atlântico, perante as fragilidades estruturais do processo de construção europeu e a incapacidade dos partidos de esquerda democrática em lidarem com a globalização transformou-se num processo de ataque àqueles que à primeira vista poderiam e deveriam ter emergido como seus benef...

Manuel Tito de Morais, o socialista

(Amândio Silva) Evocar Tito nestes cem anos em que se comemoram sua vida e seu exemplo, se bem que uma obrigação, é, para mim, muito doloroso, porque sinto demais a falta de João (1) , que estaria na linha de frente, com suas irmãs (2) e irmãos (3) a organizar estas tão justas homenagens ao pai, o ilustre cidadão, o homem de honra, o Socialista. E digo, o Socialista e não apenas um grande socialista, porque, para mim, Manuel Tito de Morais foi o paradigma da vivência socialista, a imagem rigorosa do homem de Partido, o político sério, íntegro, inabalável na convicção de que o seu PS seria o garante - como foi - da democracia em Portugal. Comecei a saber de Tito, ainda no exílio, no Rio de Janeiro, onde conheci João nos finais dos anos sessenta. Quando ambos, pai e filho, anos atrás haviam passado algum tempo em São Paulo, não tinha havido qualquer contacto, visto eu estar integrado no grupo da Oposição portuguesa do Rio e as articulações com São Paulo serem esporádicas. Curio...

Combatividade inquebrantável e fidelidade à ética republicana

(Ana Gomes) O nome de Manuel Alfredo Tito de Morais faz parte não apenas do património do Partido Socialista, mas da história da Democracia em Portugal. Comprometido politicamente com a resistência antifascista já desde o Movimento de Unidade Democrática em 1945, cedo foi forçado a tomar os caminhos do exílio, canalizando toda a sua energia e determinação para a luta patriótica pelo derrube da ditadura do Estado Novo. Fundou em 1964, na Suíça, a Acção Socialista Portuguesa que, mais tarde, em 1973, haveria de dar origem ao Partido Socialista. Além de fundador e principal impulsionador do PS, Manuel Alfredo Tito de Morais seria seu deputado à Assembleia Constituinte, depois Vice-Presidente da Assembleia da República e ainda Presidente do PS, entre 1986 e 1988. O percurso pessoal de Manuel Alfredo Tito de Morais confunde-se com o caminho de Portugal, ao longo de décadas, na luta pela Liberdade e pela restauração democrática. Felizmente que ele teve a satisfação de ver esse desígn...

Reabilitar o projecto socialista

(António Arnaut) Manuel Alfredo Tito de Morais, que todos tratavam afectuosamente por Tito, foi um dos camaradas mais íntegros, devotados e generosos que tive o privilégio de conhecer nas lides políticas. Democrata em toda a dimensão ética do conceito e socialista em toda a compreensão redentora da ideia, foi, por isso mesmo, um humanista comprometido com o Povo e com a Pátria. Aliando o pensamento à acção, soube conjugar as atribulações diárias do combate concreto com a utopia radiosa da sociedade sem classes, justa, livre e fraterna com que sonharam os poetas e revolucionários de todos os tempos. Ele sabia que é necessário ousar o impossível para realizar o indispensável. A ideia socialista, que lhe foi tão cara e que é a ideia mais velha do mundo, parece hoje enclausurada por um capitalismo sem açaimo, desavergonhado e voraz, que colocou impunemente o mundo à beira da catástrofe, obrigando os governos a endividar-se para evitar o colapso económico-social. E agora, que o perigo ...